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“Discurso econômico, arma da minoria rica”

Escrito por master.

DiscursoGrupo de economistas rebeldes insurge-se contra narrativas hegemônicas que exigem, diante da crise, novos sacrifícios do povo. Para eles, é hora da redistribuição de riquezas

Por Theotonio dos Santos e outros | Imagem: Tse Yim On
http://outraspalavras.net/

O debate econômico no Brasil encontra-se profundamente bloqueado e vem sendo insistentemente usado como chantagem contra o povo. Diariamente governo e imprensa exigem o sacrifício popular dizendo que não há saídas sem retrocessos, como a proposta de “reforma” da previdência, que na prática acaba com a aposentadoria. Por isso, as propostas que visam solucionar a crise através da distribuição de riqueza precisam voltar à tona com urgência e de maneira contundente.

Uma escola que produz analfabetos

Escrito por master.

EscolaPor Marcos Bagno
https://www.carosamigos.com.br/

Da população brasileira, entre 15 e 64 anos, 75% é analfabeta funcional. São quase 110 milhões de pessoas. É o equivalente à soma das populações da Argentina, da Colômbia e da Venezuela. Trata-se da chamada “população potencialmente ativa”. E nossa população potencialmente ativa é composta em 75 por cento de analfabetos funcionais.

Quem é analfabeto funcional? Segundo a Unesco: “uma pessoa funcionalmente analfabeta é aquela que não pode participar de todas as atividades nas quais a alfabetização é requerida para uma atuação eficaz em seu grupo e comunidade, e que lhe permitem, também, continuar usando a leitura, a escrita e o cálculo a serviço de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento de sua comunidade”.

Kim Jong-un enxerga a impotência de Trump

Escrito por master.

Coreia do NorteWallerstein analisa: Coreia do Norte ignora sanções internacionais porque sabe que ameaças dos EUA são retóricas – e revelam um superpoder em declínio

Por Immanuel Wallerstein | Tradução: Inês Castilho
http://outraspalavras.net/

É evidente que a Coreia do Norte é hoje o regime mais criticado do mundo. Praticamente todos os outros governos, no sistema-mundo moderno, fariam qualquer coisa para forçar a Coreia do Norte a mudar suas políticas, tanto internas quanto externas. Isso, apesar de que parecem não poder fazer muita coisa – quase nada, na verdade.

O lugar da Rússia e da guerra na nova estratégia global dos EUA

Escrito por master.

GuerraTrata-se de um tipo de guerra que não envolve bombardeios, nem o uso da força, porque seu objetivo é a destruição da vontade política do adversário

José Luís Fiori
http://www.cartamaior.com.br/

A polarização da sociedade americana, e a luta fratricida de suas elites, neste início do século XXI devem prosseguir e aumentar sua intensidade nos próximos anos, mas não devem alterar a direção, nem a velocidade do crescimento do poder militar global, dos Estados Unidos. Este tipo de divisão e luta interna, não é um fenômeno novo ou excepcional - se repetiu em vários momentos do Século XX - toda vez em que foi necessário responder a grandes desafios e tomar decisões cruciais no plano internacional.

CHUVA DE PETRODÓLARES - A temível influência saudita nos EUA

Escrito por master.

SauditasMornas durante o mandato de Barack Obama, as relações entre Arábia Saudita e Estados Unidos voltaram a esquentar com a ascensão de Donald Trump. Uma evolução surpreendente quando lembramos a virulência deste contra a monarquia wahabita antes das eleições, mas compreensível se considerarmos a eficiência do lobby pró-saudita norte-americano

Por: Daniel Lazare
diplomatique.org.br/
Crédito da Imagem: Mello

A Arábia Saudita teve motivos para receber com inquietação a vitória de Donald Trump em novembro de 2016. Afinal, sua velha amiga Hillary Clinton não economizava elogios ao reino, que ela apresentava como uma força de paz e estabilidade, enquanto seu adversário republicano havia anos só falava horrores a respeito dele. Depois dos atentados de setembro de 2001, Trump acusou Riad de ser “o maior financiador de fundos mundial do terrorismo”: a monarquia petrolífera, escreveu ele, utiliza “nossos petrodólares – o dinheiro nosso – para financiar os terroristas que buscam destruir nosso povo enquanto os sauditas contam conosco para protegê-los”.1 Durante a campanha eleitoral, ele ameaçou bloquear as importações de petróleo saudita se o reino não intensificasse sua luta contra a Organização do Estado Islâmico (OEI).