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Pouco tempo para evitar a grande barbárie

Escrito por master.

CaosO capitalismo está em crise global, mas os atores que poderiam oferecer uma alternativa parecem enfraquecidos e dispersos. Rosa Luxemburgo e Marcuse serão capazes de insinuar uma saída?

Por Eduardo Mancuso | Imagem: Otto Dix, Tropas de choque avançam sob gás (1924)
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I.

Há pouco mais de uma década ainda se falava de um mundo unipolar. O colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, no início dos anos 1990, haviam dado o domínio absoluto da globalização capitalista e da geopolítica mundial aos EUA, como única superpotência existente. A grande preocupação das potências ocidentais era com o acelerado crescimento econômico global da China, já que a Rússia, isolada pelo avanço e cerco da OTAN em sua antiga área de influência do Leste Europeu, ainda se recuperava da transição selvagem ao capitalismo conduzido pelo FMI, e da crise financeira de 1998.

O programa secreto do capitalismo totalitário

Escrito por master.

Ricos e totalitáriosComo Charles Koch e outros bilionários financiaram, nas sombras, um projeto político que implica devastar o serviço público e o bem comum, para estabelecer a “liberdade total” do 1% mais rico

Por George Monbiot | Tradução: Antonio Martins
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É o capítulo que faltava, uma chave para entender a política dos últimos cinquenta anos. Ler o novo livro de Nancy MacLean,Democracy in Chains: the deep history of the radical right’s stealth plan for America [“Democracia Aprisionada: a história profunda do plano oculto da direita para a América] é enxergar o que antes permanecia invisível.

O trabalho da professora de História começou por acidente. Em 2013, ela deparou-se com uma casa de madeira abandonada no campus da Universidade George Mason, em Virgínia (EUA). O lugar estava repleto com os arquivos desorganizados de um homem que havia morrido naquele ano, e cujo nome é provavelmente pouco familiar a você: James McGill Buchanan. Ela conta que a primeira coisa que despertou sua atenção foi uma pilha de cartas confidenciais relativas a milhões de dólares transferidos para a universidade pelo bilionário Charles Koch1.

IGREJA LUTERANA - Martinho Lutero como a escola nunca ensinou: antilatino e antissemita

Escrito por master.

LuteroExCelebrações do 5º centenário do cisma luterano evitam aspectos obscuros do legado de Lutero.
O manto religioso encobre um conflito político e nacionalista

Foto: Instalação do artista alemão Ottmar Hörl feita com 800 imagens de Martinho Lutero e exposta na cidade alemã de Wittenberg em agosto de 2010. AFP / GETTY IMAGES)

MARÍA ELVIRA ROCA BAREA*
https://brasil.elpais.com/

Diz a lenda que, em 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546), escandalizado com o vergonhoso espetáculo que a Igreja Católica oferecia e indignado com a venda de indulgências, pregou nas portas da igreja de Wittenberg as 95 teses que desafiavam o poder de Roma. O aniversário de 500 anos desse gesto está sendo celebrado com pompa na Alemanha. Merkel Obama prestaram homenagem a Lutero em 25 de maio no Portão de Brandemburgo e, por volta da mesma data, foi inaugurada uma espetacular exposição em Wittenberg. Esses são só alguns dos eventos mais destacados. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os aniversários luteranos (nascimento, morte, 95 teses, iluminação divina durante a tempestade de 1505…) quase não tinham relevância. Mas agora isso mudou. Por quê?

Para enxergar o mundo com os sentidos do Sul

Escrito por master.

Maias IIAo inculcar, com agressividade, que não há alternativa a si e a seu modo de vida, capitalismo lança um desafio de morte. Escapar da armadilha requer recorrer às cosmovisões não-eurocêntricas

Por Boaventura de Souza Santos | Imagem: Antún Kojton, Cosmovisão dos tzeltales maias
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Os seres humanos vivem dentro e fora da história. É isto o que os distingue dos animais não-humanos. Fazemos história na medida em que resistimos ao que a história faz de nós. Vivemos o que já foi vivido (o passado nunca passa ou desaparece) e o que ainda não foi vivido (o futuro é vivido como antecipação do que em realidade nunca será vivido por nós). Entre o presente e o futuro há um hiato ou um vazio sutil, que permite reinventar a vida, romper rotinas, deixar-se surpreender por novas possibilidades, afirmar, com a convicção do poeta José Régio, “não vou por aí”. O que irrompe é sempre uma interrupção. A vida é a constante recriação da vida. Doutro modo, estaríamos condenados ao Animal Farm de George Orwell, a viver no pântano de só poder pensar o que já foi pensado.

EDUCAÇÃO - Unila: por uma integração dos povos latinocaribenhos

Escrito por master.

UnilaA Unila nasce deste entroncamento entre a crise estrutural do neoliberalismo e o protagonismo de novos atores em cena na política regional, a partir das lutas sociais e políticas que delimitaram a chegada no poder de líderes sociais indígenas, sindicais e de movimentos sociais. Deste entroncamento fica explícito que a Unila aparecia como resposta política à histórica desigualdade estrutural da região, capitaneada pelo subimperialismo brasileiro no continente.

Por: Roberta Traspadini e Karen Honório
diplomatique.org.br/

Imperialismo e subimperialismo

Em 1917, Lênin explicitou com muita sagacidade a transição do capitalismo concorrencial para o monopolista. Uma fase superior à anterior, mais intensa de concentração e centralização do capital, com expressiva reconfiguração das relações econômicas internacionais.