Banner Página Inicial

Divulgação

  • Divulgação3
  • RWEP
  • AgresteLogo

Índios: a trágica Educação “ofertada” pelo Estado

Escrito por master.

Educação IndígenaHá mais de 2 mil escolas indígenas no Brasil. Baseadas em pedagogias brancas, colonizam, domesticam e destroem uma forma de transmissão de saberes com a qual muito teríamos a aprender

Por Angela Pappiani | Fotos: Helio Nobre/ikore
https://outraspalavras.net/

Não consegui controlar o sentimento. Fiquei com pena das crianças, pequenas ainda, os menores com 3 ou 4 anos, naquele cercado de folhas de babaçu, no meio do pátio da aldeia. Os dias de julho no cerrado brasileiro são secos, 40 graus, derretendo os miolos e abaixo dos 10 graus nas madrugadas, com um sereno fino que deixa tudo molhado e gelado. Os meninos, com calçãozinho vermelho e sem camisetas, dormiam sobre esteiras trançadas de palha, com o céu estrelado sobre a cabeça. O fogo, no centro do círculo, era para aquecer. Mas eu, com blusa de lã e enrolada no cobertor, tiritava de frio. As mães e irmãs levavam comida e água algumas poucas vezes ao dia. E eles resistiam, firmes, levando a sério seu papel importante na cerimônia que se repete apenas a cada 15 anos, o Wai’a.

Nosso Legislativo é uma farsa

Escrito por master.

LegislativasNonato Menezes

Quem primeiro identificou funções distintas no “poder soberano” foram os gregos antigos. Aristóteles, o precursor, foi quem percebeu que naquele poder havia uma função de elaborar normas, outra de aplicá-las, havendo ainda a função de dirimir conflitos, eventualmente surgidos da aplicação ou da execução daquilo que as leis e seus executores preconizavam. Foi aí que surgiu a iniciativa grega de atender a necessidade de dividir o poder soberano para melhor governar.

Mas, somente com Charles Montesquieu, ajudado por outros enciclopedistas, é que a ideia tomou forma, teve seu conceito ampliado e recebeu o desenho que temos hoje, o de poderes de Estado ou poder soberano, como deixou dito Aristóteles. Dessa forma, o poder soberano, que tinha funções distintas, foi reorganizado segundo suas funções específicas, isto para melhorar a governança do Estado, surgindo assim, as três nomenclaturas de poder que hoje conhecemos: Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judiciário.

Morte da Filosofia e retorno do pensamento mágico

Escrito por master.

FilosofiaRetirar a disciplina da grade escolar sugere vê-la como inferior à Ciência. Tal discurso implica, paradoxalmente, reduzir Ciência a magia e religião

Por Fran Alavina | Imagem: Henry Fuseli, Três estranhas irmãs de Macbeth (detalhe), 1875
https://outraspalavras.net/

Desde meados do ano passado, a questão sobre a retirada da Filosofia como matéria obrigatória da grande curricular do Ensino Médio foi ganhando maiores dimensões no debate público. Pode-se afirmar que um dos pontos altos deste aumento de dimensão tenha sido as tentativas perpetradas, em particular pela Folha de S.Paulo, de desmerecer a Filosofia como saber.

Primeiro, a divulgação dos esdrúxulos resultados de uma pesquisa que apontava as aulas de Filosofia na carga horária discente como principal motivo da queda de desempenho em Matemática. Depois, uma entrevista, indecisa entre o reconhecimento e a bajulação, na qual traçava um suposto futuro inequívoco para a Filosofia: sua morte. Disse o pesquisador que o jornal bandeirante entrevistou: “o que é objetivo da filosofia vai ser resolvido pela ciência, e a filosofia vai passar a história”.

Será que prefeitos, vereadores e distritais e governadores nunca passaram “aquele aperto” na rua?

Escrito por master.

Sanitários PúblicosOmar dos Santos*

Toda pessoa, seja ela criança, jovem, adulto ou idoso, rica ou pobre, negra ou branca já passou por momentos “desesperadamente difíceis” ao sentir, na rua, uma necessidade – muitas vezes incontrolável e inadiável – de realizar duas das práticas mais naturais e saudáveis de qualquer ser animal. Pudico que sou apelo pelo eufemismo “necessidades fisiológicas” para nomeá-las. Como a expressão não esclarece completamente as ditas necessidades, emprego a forma linguística “descomer”, tão cara aos irmãos nordestinos, para nomear uma delas, pois acho “defecar” tão feia como seu sinônimo popular. A outra, que os cidadãos mais lustrados chamam de urinar, é a que o povão popularizou com fazer xixi.

Os Estados Unidos e o Fascismo na América Latina

Escrito por master.

Fascismopor Franklin Frederick / https://jornalggn.com.br/
Publicado originalmente em The Dawn New

“Os crimes cometidos pelos Estados Unidos em todo o mundo tem sido sistemáticos, constantes, implacáveis e muito bem documentados, mas ninguém fala sobre eles.” - Harold Pinter

Tendências fascistas estão de volta à luz do dia na América Latina. Podem ser claramente vistas na criminosa oposição Venezuelana e também nas ruas no Brasil e na Argentina. Tais tendências têm sua origem no fato de que a desigualdade econômica e a igualdade política são incompatíveis. Mas o fascismo latino-americano também é expressão de uma agenda política e econômica mais profunda que deve ser bem compreendida se queremos combatê-la com sucesso.