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Artigo

Escolhas na era do terror

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

Loucos"É preciso mobilizar o maior e mais amplo público internacional possível a fim de criminalizar diretamente qualquer falatório sobre o uso de dispositivos nucleares e outras armas de destruição em massa. Líderes e Estados que sequer considerem isso devem ser tratados como párias, como monstros obscenos sub-humanos."

Por Slavoj Žižek.
https://blogdaboitempo.com.br/

Desde sua estreia em Berlin em 2015, a peça Terror, de Ferdinand von Schirach vem se tornando o mais novo hit global, com centenas de montagens em todo o mundo e provocando uma interminável enxurrada de debates éticos na mídia de massas. Trata-se de um drama jurídico que narra o julgamento contra um piloto de caça alemão que derrubou um avião da Lufthansa que havia sido sequestrado por um terrorista. O avião se deslocava rumo a um estádio lotado com 70.000 pessoas (que assistiam a uma partida entre Alemanha e Inglaterra) e a decisão pragmática do piloto de caça, Lars Koch, foi a de quebrar a lei constitucional e terminar com a vida das 164 pessoas a bordo do avião sequestrado, a fim de evitar que o terrorista matasse um número muito maior de pessoas se tivesse chegado ao estádio. No final da peça, a plateia deve votar: culpado ou inocente? Cada espectador recebe um pequeno apetrecho com dois botões – 1 (culpado) ou 2 (inocente) – e os espectadores proferem seu veredito… Como era de se esperar, a maioria (ao menos nos teatros ocidentais) proclama a inocência de Koch.

As mulheres de 1917

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

MulheresDe acordo com numerosos historiadores, aquelas mulheres que se manifestavam para exigir pão desencadearam, sem saber, a tempestade que acabou com o czarismo

Por Megan Trudell
https://www.cartamaior.com.br/

No dia 8 de março de 1917, as trabalhadoras da planta têxtil do bairro de Vyborg, em Petrogrado, se declararam em greve, abandonaram a fábrica e foram de oficina em oficina convocando centenas de pessoas, para aumentar a adesão ao movimento, e logo teriam que se enfrentar violentamente contra a política e o Exército. Pouco qualificadas, mal pagas, obrigadas a cumprir jornadas de 12 ou 13 horas em ambiente sujo ou insalubre, aquelas mulheres demandavam solidariedade e pediam que os homens a apoiassem em sua luta, especialmente os que eram trabalhadores qualificados, como os metalúrgicos, considerados os mais politicamente influentes entre a mão de obra da cidade. As manifestantes lançavam paus, pedras e bolas de neve contra janelas, e forçando a entrada nos centros de trabalho, exigindo ademais o fim da guerra e retorno dos homens da frente de batalha.

Em nome da lei americana...

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

ImperialismoPor Jean-Michel Quatrepoint - Le Monde Diplomatique

cartamaior.com.br/

“Estamos diante de um painel de legislações norte-americanas extremamente complexo, com uma intenção precisa, que é utilizar o direito para fins de imperium econômico e político para obter vantagens econômicas e estratégicas.” Em 5 de outubro de 2016, o deputado republicano Pierre Lellouche não mediu palavras diante das comissões de Relações Exteriores e das Finanças da Assembleia Nacional, em Paris. Ele apresentou ali o relatório da missão de informação sobre a extraterritorialidade do direito norte-americano.1, cuja leitura “dá frio na espinha”, segundo os termos do deputado socialista Christophe Premat.

Duas multas colossais infligidas em 2014 ao BNP Paribas (US$ 8,9 bilhões) e à Alstom (US$ 772 milhões) foram necessárias para que os dirigentes e a mídia franceses tomassem consciência da vontade dos Estados Unidos de impor seu modelo jurídico e suas leis aos outros países, mesmo que fossem seus aliados mais próximos.

“Odeio o Ano Novo”, de Antônio Gramsci

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

GramsciNo dia 1º de janeiro de 1916, Antônio Gramsci escrevia no jornal socialista Avanti! o artigo “Odio il Capodanno”. Nesta obra rara o comunista italiano expressa seu ódio ao imobilismo e ao conformismo pequeno-burgueses. Antes que termine o ano de 2017 compartilhamos com todos inconformados leitores de nosso diário esta tradução ao português baseada em artigo publicado em espanhol na rede internacional de diários Esquerda Diário.

Clara Mallo / Madrid
http://www.esquerdadiario.com.br/

O texto foi publicado original no dia 1º de janeiro de 2016 em Turim, no jornal Avanti!, onde Gramsci escrevia a coluna “Sotto la Mole”, dedicada a comentar sobre a vida turinesa sob a sombra da Mole Antonelliana , principal símbolo arquitetônico da cidade.

O “Capodanno” (Ano Novo) de 1916 esteve marcado pela recente entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial, uma carnificina entre as nações imperialista pela dominação mundial como nunca antes a humanidade tinha visto. Este fato gerou um profundo debate na sociedade italiana, entre a classe trabalhadora e dentro do próprio Partido Socialista Italino que se debatia entre posições “social-patriotas” a favor da intervenção militar e posições de “neutralidade”.

Os economistas do sistema também tremem

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

EleutérioNum curioso artigo, dois deles admitem — oh! — que o domínio do capital financeiro provoca instabilidades e crises. Mas logo propõem uma “saída”. Mudanças? Nunca: que as sociedades salvem os bancos!

Por Eleutério F.S. Prado
http://outraspalavras.net/

Dois macroeconomistas consagrados na academia norte-americana, Olivier Blanchard e Lawrence Summers[1], juntaram-se para escrever uma proposta de reformulação das práticas de política e de regulação econômica e, talvez (isto não está claro), de mudança da macroeconomia atualmente ensinada nos cursos ditos mainstream de Economics.[2] Eis o seu título algo inesperado para os acólitos: Repensando a política de estabilização. De volta para o futuro. Ao lê-la honestamente, um economista sério, mas não competente de acordo com os padrões vigentes, não pode deixar de pensar que a macroeconomia neoclássica está completamente aturdida, inteiramente atarantada. Eis aqui um dos parágrafos que abrem o escrito:

A empatia como experiência estética

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

Empatia1Os limites de nossa capacidade de empatia são também os limites de nossa experiência de linguagem, de nossa forma ótica e mais ainda, de nossa própria condição”, observa, em novo artigo, o psicanalista Christian Dunker, colunista do Página B!

CHRISTIAN DUNKER
http://www.paginab.com.br/

Na recente mostra organizada pelo Museu da Empatia*, em curso no MAM de São Paulo, pessoas são convidadas a vestir sapatos aleatoriamente oferecidos. O visitante é então convidado a andar enquanto escuta histórias dos virtuais donos dos sapatos. A ideia é uma espécie de literalização da expressão “walk with other shoes”, isto é colocar-se nos sapatos do outro, no lugar do outro e assumir seu ponto de vista.