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Boaventura: a ilusória “Desglobalização”

Escrito por master.

GlobalizaçãoNão nos enganemos: vitória de Trump e Brexit expressam uma nova fase de globalização – mais dramática, mais excludente e talvez capaz de eliminar a democracia

Por Boaventura de Sousa Santos | Imagem: Adrian Paci, Centro de Permanência Provisória (2007)
http://outraspalavras.net/

Em círculos acadêmicos e em artigos de opinião nos grandes meios de comunicação tem sido frequentemente referido que estamos entrando num período de reversão dos processos de globalização que dominaram a economia, a política, a cultura e as relações internacionais nos últimos cinquenta anos. Entende-se por globalização a intensificação de interações transnacionais para além do que sempre foram as relações entre Estados nacionais, as relações internacionais, ou as relações no interior dos impérios, tanto antigos como modernos. São interações que não são, em geral, protagonizadas pelos Estados, mas antes por agentes econômicos e sociais nos mais diversos domínios. Quando são protagonizadas pelos Estados, visam cercear a soberania do Estado na regulação social, sejam os tratados de livre comércio, a integração regional, de que União Europeia (UE) é um bom exemplo, ou a criação de agências financeiras multilaterais, tais como o Banco Mundial e o FMI.

Mensagem de Rosa Luxemburgo ao século 21

Escrito por master.

RL2Uma nova biografia (agora em quadrinhos) destaca a revolucionária que defendeu a liberdade com paixão, criticou a esquerda endurecida, viu potência no feminismo e nos índios e entregou-se ao amor, ao sexo e à arte

Por Isabel Loureiro | Tradução: Mauro Lopes
http://outraspalavras.net/

Por que em um momento de derrota da esquerda na América Latina e em todo o mundo ainda falamos de Rosa Luxemburgo? O que fez essa revolucionária judia-polaca-alemã para que, cem anos depois de seu assassinato, em janeiro de 1919, suas ideias ainda nos interpelem?

Ainda que brevemente é preciso dizer que Rosa militou durante 20 anos na social-democracia da Polônia (SDKPiL) e na social-democracia da Alemanha; polemizou toda a vida com Lênin; participou ativamente da revolução russa de 1905; foi a única mulher a ser professora de Economia Política na Escola do SPD (Partido Social-Democrata Alemão); junto com seus pares da ala esquerda do SPD, fundou a Liga Spartakus –nome em homenagem ao gladiador de origem trácia que liderou uma revolta de massas na Roma antiga; passou toda a guerra na prisão, onde escreveu cartas de tom lírico a seus amigos e amores; saiu da prisão em novembro de 1918 e se converteu em líder da revolução alemã; em fins de dezembro de 1918 tornou-se uma das cofundadoras do KPD (Partido Comunista da Alemanha); foi assassinada em 15 de janeiro de 1919 por tropas paramilitares, os Freikorps, precursores dos nazistas. Seus assassinos tiveram penas leves e viveram tranquilamente na Alemanha nazista.

Religião, ética, moral

Escrito por master.

FielLUIZ RUFFATO
https://brasil.elpais.com/

A religião deveria ser ensinada em casa, pelos pais, e praticada no seio das comunidades confessionais. Nas escolas públicas, deveria prevalecer a discussão de princípios éticos

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar o ensino religiosovinculado a uma crença específica em escolas públicas é mais um indício de que caminhamos velozmente para trás. O Brasil é um Estado laico e, portanto, deveria incentivar o diálogo entre as mais diferentes confissões, no intuito de formar cidadãos tolerantes com as opiniões divergentes. Optando pelo ensino doutrinário de uma religião exclusivista, afundamos ainda mais no pântano do sectarismo em que estamos estacionados.

EDUCAÇÃO - “Os alunos que não competem têm melhor saúde mental”, diz educador

Escrito por master.

DJPioneiro da aprendizagem cooperativa David Johnson esclarece por que escolas deveriam adotar esse modelo

ANA TORRES MENÁRGUEZ
https://brasil.elpais.com/

Nos anos sessenta David Johnson (Indiana, 1940) e seu irmão Roger começaram uma cruzada contra a aprendizagem competitiva e individualista que imperava nas escolas dos Estados Unidos. Seu objetivo era romper com a crença de que somente os mais aptos sobrevivem e demonstrar que a aprendizagem cooperativa era a chave para o aluno se enquadrar na sociedade, encontrar um emprego no futuro e saber superar a ansiedade. Fundaram o Centro de Aprendizagem Cooperativa da Universidade de Minnesota e desde então publicaram mais de 100 pesquisas e formaram mais de um milhão de professores de diferentes partes do mundo. Hoje têm unidades de formação na China, Japão, Noruega e Espanha, onde se ensina uma metodologia desenvolvida por eles e assentada em cinco pilares.

UM JORNALISMO VIL E FROUXO - Como entrevistar Adolf Hitler?

Escrito por master.

HitlerA história da mídia tem seus mitos. O do grande repórter pronto a desafiar os poderosos ocupa nela um lugar de destaque. A realidade, porém, se mostra menos romântica, principalmente quando nos debruçamos sobre os anos 1930. As condições nas quais Adolf Hitler foi entrevistado por dez vezes pelos enviados especiais franceses antes da guerra expõem o grau de servilismo de um certo jornalismo

Por: Dominique Pinsolle
diplomatique.org.br/
Crédito da Imagem: Aroeira e Luis Brasilino

Até segunda ordem, Hitler não quer dar entrevistas na presença de jornalistas franceses, o que se explica pela atitude da França em relação à Alemanha.” Essa comunicação de inadmissibilidade enviada em março de 1932 pelo secretário do chefe nazista a um enésimo solicitante não permitia réplica. Se o banimento da imprensa francesa se flexibilizou após a chegada de Adolf Hitler ao poder, em 30 de janeiro de 1933, a hostilidade do chanceler não desapareceu nem imediata nem totalmente. Mas os candidatos rejeitados se mostraram tenazes e por vezes muito insistentes. A jornalista Paule Herfort tentou assim por duas vezes, em 1933 e em 1935, obter uma entrevista para o L’Intransigeant; em vão. Em 1937, ela enviou uma carta à embaixada da Alemanha: “Quero deixar claro que a entrevista que estou solicitando seria submetida ao chanceler após ser escrita, para aprovação, e seria publicada em seguida, sem demora. As perguntas seriam aquelas que o chanceler quisesse, não importa quais fossem, ou seja, desejo publicar apenas aquilo que pode interessar à sua política. […] Sinalizo que tenho muita simpatia pela nova Alemanha, assim como pela jovem Itália, e que os senhores encontrarão em mim uma estrangeira bastante compreensiva e simpática à sua causa. Aliás, até hoje só tenho escrito coisas favoráveis em relação ao racismo, pois sou antissemita por natureza”. Esse currículo não foi suficiente. Herfort implorou uma última vez ao assessor de imprensa da embaixada: “O senhor sabe que trago sorte e que, por essa razão, os soldados italianos da campanha da Etiópia me apelidaram a Mascote dos Exércitos do Sul!”. Mas Hitler permaneceu inacessível.