Banner Página Inicial

Divulgação

  • AgresteSol
  • Divulgação3
  • RWEP

EUA: o declínio de uma diplomacia arrogante

Escrito por master.

ArroganteNovo ataque à Síria nada mudará, no essencial: Veja como o governo Trump destroi alianças de décadas e acelera a erosão do poder geopolítico, econômico e militar de Washington

Por Alfred W. McCoy, no TomDispatch | Tradução: Mariana Carioni, do Círculo de Tradutores Voluntários de Outras Palavras

Enquanto 2017 acabava com os bilionários norte-americanos torrando os cortes de impostos e executivos do setor de petróleo comemorando acesso irrestrito a terras federais, bem como águas costeiras, um setor da elite americana não bebeu do espumante comemorativo: o corpo de especialistas em política externa de Washington. De diferentes pontos do espectro político, muitos sentiram um profundo mau pressentimento pelo futuro global do país sob a presidência de Donald Trump.

Acerca da escassez de alimentos

Escrito por master.

Alimentospor Prabhat Patnaik [*]
http://resistir.info/

A teoria económica ortodoxa foi durante muito tempo assombrada pela perspectiva de que o crescimento da produção de cereais na economia mundial não seria suficientemente elevado para sustentar o crescimento da população mundial. Malthus foi um dos primeiros expoentes deste temor. Keynes também subscreveu a visão de que se os países pobres não assegurassem de alguma forma que o crescimento da sua população fosse controlado, haveria uma escassez de alimentos na economia mundial e a pobreza crescente seria um sintoma disso.

Esta visão, é claro, era o produto de uma disposição intelectual que via a pobreza como consequência da procriação excessiva, ao invés de qualquer arranjo social. Isto foi explicitamente declarado por Malthus. E a economia política clássica, influenciada pela teoria malthusiana da população, avançou o argumento de que os salários dos trabalhadores permaneciam ligados a um nível de subsistência devido à sua propensão a procriar rapidamente no momento em que excedia o nível de subsistência. Marx, naturalmente, rejeitou esta posição com desprezo. Ele considerou a teoria malthusiana da população, na qual se baseava, como "uma calúnia à raça humana".

A ausência é a forma mais poderosa de presença

Escrito por master.

Lula presenteGUSTAVO CONDE
https://www.brasil247.com/

Depois de tantas vezes que escrevi sobre Lula, tantas vezes que deixei a emoção tomar conta do meu texto, tantas vezes que fui buscar no âmago da história uma cifra, um sentimento, um fato, uma cor que desse a dimensão deste agente máximo da democracia, depois de tantos textos, esperanças, chamamentos, alertas, celebrações, relatos e contenções narrativas para controlar o ímpeto ou o ceticismo, no eterno jogo das acelerações e desacelerações que gerencia nossa percepção de mundo, vejo-me diante do impasse de testemunhar o momento fatídico de uma prisão criada para alimentar os desígnios fascistas do prolongamento do golpe de estado que parasita o nosso sistema político.

Não é fácil escrever diante de mais uma ruptura social em flagrante desacordo com o ordenamento jurídico. Ontem, o Brasil parou. Ontem, o Brasil deixou sua habitual indiferença de lado e mergulhou no espírito daquele que encarna a síntese de sua história, na personagem principal de todo e qualquer roteiro que se possa redigir a partir de todo insumo social desta terra. O Brasil entrou em vigília e está em modo de vigília. Uma vigília diferente, uma vigília de um povo inteiro, uma vigilia que pode demarcar, afinal, a nossa alvorada como nação interrompida, sufocada pelo próprio esplendor de seu berço escravocrata.

Facebook e extrema direita: somos cúmplices?

Escrito por master.

FacebookEmpresas privadas invadem nossa privacidade para manipular nossas escolhas políticas. Ainda assim, permanecemos em tal rede. Por quê? Até quando?

Por Eduardo Febbro | Tradução: Inês Castilho
https://outraspalavras.net/

A crise da maior rede social do planeta é um ato de justiça que a humanidade merece. O oportunismo delirante dos responsáveis pelo Facebook, o revitalizado projeto político da direita radical e a cumplicidade alucinante dos usuários configuraram um dos roubos e violações mais desastrosas da história. O Facebook e as outras empresas do ramo roubaram uma ideia maravilhosa — a internet – com o único objetivo de ampliar a dominação liberal do mundo.

Trabalhadores e Pobres na Marca do Pênalti.

Escrito por master.

Poderes públicosUma Avaliação do Desempenho Político dos Poderes no Brasil Após a Independência de 1822.

Luiz Basílio Rossi(1)

Por que continuamos submissos e dependentes dos Estados Unidos há aproximadamente 100 anos; continuamos na periferia do sistema político e econômico mundial, como nação dependente; continuamos um país semicolonial, cuja pauta econômica está baseada principalmente na exportação de produtos primários commodities não em produtos industrializados com alto valor agregado; permanecem no dia-a-dia dos brasileiros os atentados contra a mulher; mantemos a educação pública com baixa qualidade; aprovamos legislação em educação que remete ao início do século XIX, como a “Escola Sem Partido”, iniciativa das bancadas religiosas fundamentalistas e conservadoras do Congresso Nacional; incentivamos a privatização da educação pública e não a melhoria de sua qualidade, visto que ela carrega valor universal; mantemos a saúde pública destinada à população pobre em estado deplorável; temos uma polícia de baixa qualidade operacional, recebendo baixos salários e recorrendo, com frequência, à ação repressiva e não preventiva; necessitamos da intervenção das forças armadas para resolver problemas sociais, como é o caso do Rio de Janeiro no momento, quando sua missão constitucional é a defesa do território; apresentamos índices de alta violência contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis) como assassinatos e falsos tratamentos, como o “Cura Gay”; continua existindo depredação dos templos afros e agressões físicas e morais a membros de outras igrejas a seus dirigentes e simpatizantes; destinamos às populações pobres conteúdos da TV comercial de baixa qualidade como filmes norte-americanos, programas de auditório e novelas; acontecem os golpes de estado das forças armadas desde a proclamação da República em 1889, rompendo a ordem democrática.