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Quem é mesmo o analfabeto?

Escrito por master.

Lula e EsquivelOmar dos Santos*

Recebi, pelo celular, uma dessas mensagens que frequentemente a “nova classe de analistas político e econômico, surgida na esteira do crescimento da internet e especializada em falar mal do Brasil e dos brasileiros que discordam de suas “palavras de sabedoria”, bebidas nas fontes dos inúmeros doutores e mestres das cátedras da Society Net University, – em estrangeiro para ficar mais chique – mensagem que aqui irei narrar. A referida mostra o mapa do mundo com a notação do número de ganhadores do Prêmio Nobel distribuídos por cada país que já fez jus a tal honraria.

Abaixo do mapa há um texto que explicita a ideia central da mensagem, concluindo, de forma lacônica, o seguinte ensinamento:

“Um povo que vota num analfabeto para Presidente da República não pode ganhar o Prêmio Nobel”.

Como me tornei um marxista errático

Escrito por master.

YVYanis Varoufakis
http://brasildebate.com.br/
Tradução: Gustavo Noronha

Em 2008, o capitalismo teve o seu segundo espasmo global. A crise financeira deu início a uma reação em cadeia que empurrou a Europa numa espiral depressiva que continua até hoje. A situação atual da Europa não é apenas uma ameaça aos trabalhadores, aos despossuídos, aos banqueiros, às classes sociais ou, até mesmo, às nações. Não, a postura atual da Europa constitui uma ameça à civilização como nós conhecemos.

Se meu prognóstico está correto, e não estamos diante de apenas outra crise cíclica a ser superada em breve, a questão que se levanta para os radicais é a seguinte: devemos receber a crise do capitalismo europeu como uma oportunidade de substituí-lo por um sistema melhor? Ou devemos estar suficientemente preocupados com ela ao ponto de embarcarmos numa campanha para estabilizar o capitalismo europeu?

A lição da crise da paralisação dos caminhoneiros

Escrito por master.

Sonegar impostoOmar dos Santos*

A crise de abastecimento de combustível que estamos vivenciando, crise causada pela reação dos caminhoneiros à verdadeira rapinagem a que os brasileiros, todos nós, estamos sendo submetidos pelo governo golpista, ilegítimo e desacreditado que invadiu o Planalto, está mostrando, de forma clara e oportuna, o caráter usurpador que marca a elite empresarial brasileira.

Existe um ditado popular muito conhecido entre nós brasileiros que diz: “A oportunidade é que faz o ladrão”. Mas para a grande maioria dos empresários brasileiros, este ditado pode muito bem ser ligeiramente alterado: “Não é a oportunidade que faz o ladrão, mas ela revela o larápio que está dissimulado na maioria dos empresários”.

Dirão alguns que estou exagerando. Que “os pobres empresários do Brasil” vivem sufocados por um Estado pesado e perdulário. Que são eles quem proveem o país de empregos, víveres, remédios, bens de consumo etc. Será? Só para instigar o debate vamos relembrar algumas informações a cerca do tema.

Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador

Escrito por master.

Escravidão1Amanda Rossi
Da BBC Brasil em São Paulo
http://www.bbc.com/portuguese/brasil

Em 13 de maio de 1888, há 130 anos, o Senado do Império do Brasil aprovava uma das leis mais importantes da história brasileira, a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão. Não era apenas a liberdade que estava em jogo, diz o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores pesquisadores da escravidão no Brasil. Outro tema na mesa era a reforma agrária.

O debate sobre a repartição das terras nacionais havia sido proposto pelo abolicionista André Rebouças, engenheiro negro de grande prestígio. Sua ideia era criar um imposto sobre fazendas improdutivas e distribuir as terras para ex-escravos. O político Joaquim Nabuco, também abolicionista, apoiou a ideia. Já fazendeiros, republicanos e mesmo abolicionistas mais moderados ficaram em polvorosa.

"A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários para não mexer na propriedade rural", diz Alencastro. Foi aí que veio a aprovação da Lei Áurea, sem nenhuma compensação ou alternativa para os libertos se inserirem no novo Brasil livre. "No final, a ideia de reforma agrária capotou".

Por que Marx, no século 21?

Escrito por master.

Marx IISua visão sobre desigualdade brutal e alienação nunca foi tão atual. Mas que dizer de suas concepções sobre o Estado e o horizonte pós-capitalista?

Por Yanis Varoufakis | Tradução: Antonio Martins
https://outraspalavras.net/

Para que um manifesto vingue, ele precisa falar para nosso coração como poesia, ao mesmo tempo em que contamina a mente com imagens e ideias que são espantosamente novas. Ele precisa abrir nossos olhos para as verdadeiras causas das mudanças desconcertantes, perturbadoras e excitantes que ocorrem a nosso redor e expor as possibilidades das quais a situação atual está grávida. Ele deve fazer com que nos sintamos desesperançosamente inadequados, por não termos reconhecido nós mesmos estas verdades, e precisa mostrar que agíamos como cúmplices ingênuos, ao reproduzir um passado condenado. Por fim, ele precisa ter o poder de uma sinfornia de Beethoven, convocando-nos a ser agentes de um futuro que encerra o sofrimento desnecessário das maiorias e inspira a humanidade a realizar seu potencial de liberdade autêntica.